Talvez não tenha sido assim. Mas foi assim que ficou registrado e foi encontrado, milênios depois.
A saga que virá a seguir é uma tradução livre de caracteres escritos em uma língua primitiva nas paredes de uma caverna e transcritas pelas hábeis mãos escrivãs dos ---------:
“Conta-se que houve um clarão e que após isso uma curva ocorreu. De tal forma que dessa maneira, um ser primata surgiu neste mundo, que deveria ser bem mais hostil do que hoje é.
Ele acordou em uma total escuridão. Mas de alguma maneira podia ver. De alguma maneira podia, no instante em que sua realidade fundiu-se com essa, sentir. Sentir Aquilo.
Nem mesmo o tamanho desta realidade pôde impedi-lo de entrar em uma espécie de contato extracorpóreo com Aquilo.
Sua origem especial, os fatos pelo que passara antes do clarão, antes da curva, antes de Aquilo beneficiaram-no, pois dizem que ele encontrara o próprio Poder Criador, que costumava ser denominado Unjükia, embora alguns ainda o chamem assim.
Ele fora dotado de poderes nunca antes revelados nesta realidade, pois ele soube o que todas as cegas criaturas que cá habitam se recusam a saber.
Se o provável leitor desses escritos sentir-se disposto a pesquisar, estou certo de que achará relatos da origem deste, que foi o segundo que viveu em terras mortais, pois após o Ferfëaxyo as barreiras interdimensionais foram rompidas e o trânsito entre as diversas realidades tornou-se muito facilitada.
No momento em que ele foi parido para essa realidade, Aquilo abriu os olhos.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
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